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03/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Antonelli pode decidir o título no Texas, mas a prova real da Mercedes é 2027

Com 102 pontos de vantagem sobre Russell, Antonelli pode ser campeão em Austin, mas a Mercedes ainda precisa mostrar que entende um carro que parou de evoluir.

Por RedaçãoPublicado: 22/10/2026, 08:16

A aritmética está quase resolvida. A pergunta que vai decidir o inverno da Mercedes é o que esses números escondem.

Kimi Antonelli chega ao Texas para o GP dos Estados Unidos com 102 pontos de vantagem sobre o companheiro George Russell e um primeiro título ao alcance já em sua segunda temporada. O italiano tem 20 anos. Ele é campeão em Austin se vencer, se Russell terminar em nono ou pior e se Lewis Hamilton, da Ferrari, ficar em quinto ou abaixo; caso contrário, o México, uma semana depois, deve confirmar o título.

Isso encerra um sonho de infância. Para a Mercedes, Austin faz uma pergunta menos lisonjeira: o carro sob ele ainda está evoluindo?

Um carro que parou de evoluir

Por metade da temporada a resposta pouco importou; o carro era intocável. Já não é. Max Verstappen venceu as duas últimas etapas, com o upgrade atrasado da Red Bull finalmente entregando o desempenho que a equipe prometia existir no carro. A Ferrari leva peças aerodinâmicas ao Texas; a McLaren segue batendo os líderes no dia da corrida.

A Mercedes já estava sob pressão quando sua segunda e última atualização do ano chegou à Malásia. Prometia até três décimos de segundo por volta e não entregou. O carro ficou desconfortável, o tempo de volta se recusava a cair, e o equilíbrio oscilava entre subesterço e sobresterço enquanto exigia mais dos pneus.

Simulação e cronômetro discordaram o suficiente para dividir as especificações: o pacote mais antigo foi para o carro de Russell, o mais novo para o de Antonelli em Singapura, onde ele sentiu que houve progresso.

Toto Wolff foi cauteloso.

Será que tem o desempenho que esperávamos que o upgrade trouxesse? Acho que ainda não. Mas foi um passo na direção certa.

Segundo ele, Austin é onde a equipe vai descobrir se há mais desempenho, porque isso é crucial para a direção de desenvolvimento do ano que vem.

O circuito deve favorecê-los: um traçado fluido, de curvas de média e alta velocidade, que premia o equilíbrio.

Há quatro temporadas seguidas, peças novas chegam com grandes expectativas e, mais de uma vez, fizeram a equipe retroceder. A comparação com 2014-2020 é imprecisa; naquela época, os rivais se aproximaram porque a Mercedes já havia deslocado recursos para o futuro. Agora todas as equipes ainda estão aprendendo o regulamento, e o desenvolvimento pune um conceito mal julgado.

O título de construtores não pode ser decidido neste fim de semana; a coroa de Antonelli já está no bolso. O que o Texas pode revelar é se a Mercedes entende o próprio carro o suficiente para defender qualquer um dos dois troféus quando o regulamento mudar, em 2027.

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