Carey diz que a MotoGP precisa achar o próprio caminho em vez de clonar o Drive to Survive da F1
Chase Carey, da Liberty Media, afirma que a MotoGP não pode copiar e colar a fórmula do Drive to Survive e precisa encontrar oportunidades próprias para crescer.

Chase Carey, diretor da Liberty Media, alertou que a MotoGP não pode simplesmente reproduzir a fórmula que transformou o Drive to Survive, da Fórmula 1, em um fenômeno global.
A Liberty assumiu a F1 em janeiro de 2017, e a primeira temporada do Drive to Survive chegou dois anos depois — lançamento amplamente creditado por ampliar a audiência do campeonato.
Em julho de 2025 a empresa comprou 84% da Dorna Sports, hoje batizada de MotoGP Sports Entertainment Group. A categoria quer um grid mais variado — entre os 12 primeiros da classificação de 2026, 11 vêm da Espanha ou da Itália — e uma presença maior nos Estados Unidos.
Carey falou no Autosport Business Exchange, em Nova York, e vê semelhanças pontuais com a F1:
Certamente há elementos do que as equipes precisam fazer na MotoGP que terão semelhanças com a Fórmula 1
Em seguida, resumiu a atração do campeonato:
Obviamente, é uma franquia global
Ele argumentou que o campeonato de duas rodas tem características próprias — na visão dele, a MotoGP pode até parecer mais selvagem — e que a receita não pode ser aplicada no copiar e colar.
Sobre o estágio do trabalho, disse:
É o começo. Eles estão trabalhando nisso, desenvolvendo as estratégias, as oportunidades de pegar esse esporte e fazê-lo crescer como tentamos com a Fórmula 1
O Drive to Survive, admitiu, segue como o modelo mais claro: dar às personalidades de um esporte um palco maior e deixar os fãs se envolverem.
Sobre a velocidade da audiência hoje, foi direto:
O mundo digital de hoje é um mundo 24/7. A experiência premium continua sendo a corrida ao vivo, mas no fim do dia as pessoas se conectam com a corrida, acompanham a corrida e os clipes da corrida
Os Estados Unidos, observou, são hoje o maior mercado de YouTube do campeonato.
Outras competições perseguiram a mesma fórmula — o golfe com Full Swing, o tênis com Break Point — e Carey desconfia da imitação. Citou o American Idol, na Fox, como um programa que funcionou uma vez justamente por ter vindo primeiro.
Sobre a lógica por trás disso, comentou:
Normalmente, você não pode simplesmente copiar algo. Acho que, de modo geral, não dá para sair e fazer a mesma coisa. Você tem de encontrar formas de usar oportunidades, usar personalidades, usar plataformas digitais, desenvolver grandes parceiros
Ele também mencionou o papel da Apple na transmissão da F1 e o filme da F1 como aberturas que serviram especificamente àquele campeonato.
E fechou apontando o caminho para a MotoGP:
Eles têm que seguir o próprio caminho e encontrar as próprias oportunidades. Você não pode simplesmente sair e fazer um filme da MotoGP. Talvez essa não seja a oportunidade certa. Mas pode haver outra coisa — vai haver outra coisa
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