Em Austin, Hamilton diz que a Red Bull anulou o ponto forte da Ferrari nas curvas
Hamilton afirmou em Austin que a Red Bull igualou a Ferrari nas curvas e está três ou quatro décimos mais rápida nas retas.

Lewis Hamilton chegou a Austin para o GP dos Estados Unidos com uma constatação incômoda para a Ferrari: o time italiano voltou a ser competitivo, mas o adversário a ser batido continua sendo a Red Bull — e, agora, por razões que vão além da aerodinâmica.
O heptacampeão está na Fórmula 1 desde 2007 e, em 19 anos, viu o time austríaco atravessar fases bem distintas, inclusive como seu rival direto em 2021. Mesmo assim, a capacidade da equipe de contrariar qualquer expectativa segue chamando sua atenção.
Nesta quinta-feira, em Austin, ele foi questionado sobre o desempenho da Ferrari e sobre a avaliação de Isack Hadjar, que vê no carro de Maranello o mais veloz do grid. A resposta veio em forma de elogio ao trabalho dos rivais.
“Acho que Isack é um piloto incrível, mas temos opiniões diferentes. A Red Bull fez um trabalho extraordinário durante muitos anos e não deixa de me surpreender”, reconheceu.
Hamilton recordou os próprios preconceitos de juventude: na época, achava improvável que a Red Bull chegasse ao nível de fabricantes tradicionais como Ferrari ou McLaren.
“Pensava que não havia qualquer possibilidade de fazerem o mesmo que essas equipas com tanta tradição. Mas fizeram-no, provaram que eu estava errado e continuaram tendo muitíssimo sucesso”.
A grande virada, porém, foi a estreia, em 2026, do motor que a RedBullPowertrains desenvolveu em parceria com a Ford.
“Pensei que era impossível que alguém pudesse construir um melhor do que a Mercedes ou a Ferrari, tendo em conta os recursos, experiência e conhecimentos. Mas, mais uma vez, provaram a todos nós que estávamos errados. Construíram o melhor motor”, falou.
Os elogios, no entanto, convivem com uma preocupação concreta. Na avaliação dele, uma das principais vantagens que a Ferrari ainda mantinha foi praticamente anulada pela Red Bull.
“Na última corrida eles eram tão rápidos como nós em todas as curvas, que tinha sido nosso ponto forte. Agora se igualaram a nós nas curvas e são três ou quatro décimos mais rápidos nas retas”.
O pacote de melhorias levado para a etapa americana é pequeno, e o próprio piloto não esconde o ceticismo.
“Temos uma melhoria muito pequena, de aproximadamente meio décimo. Não acredito que isso nos permita compensar necessariamente essa diferença”, admitiu.
Verstappen venceu as duas últimas provas e é o nome a ser batido em Austin, onde a Ferrari tenta encurtar uma distância que, segundo seu piloto, cresceu justamente nas retas.
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