Bortoleto aposta no pacote da Audi e busca encerrar jejum de pontos em Austin
Em Austin, onde não há Sprint, Bortoleto aposta no pacote da Audi e na própria experiência para voltar à zona de pontos, que não alcança desde o oitavo lugar em Spa, em julho.

O GP dos Estados Unidos de 2025 ficou marcado como um dos fins de semana mais duros da temporada de estreia de Gabriel Bortoleto na F1. Na Sauber — equipe que havia terminado o Mundial de Construtores do ano anterior na lanterna — o brasileiro não se classificou entre os 15 melhores e ficou fora da briga por pontos tanto na Sprint quanto na corrida principal.
Um ano depois, o cenário que ele descreve é outro. Em entrevista exclusiva concedida em Austin, onde a prova será disputada no domingo, Bortoleto apostou no que considera o melhor conjunto da Audi nesta temporada e na própria experiência acumulada na categoria.
“De fato, o final de semana de 2025 aqui em Austin não foi fácil, mas ao mesmo tempo é um circuito em que foi muito divertido de se pilotar e aprender. Agora o momento é ir de novo para a pista amanhã no treino livre e tentar dar o meu melhor e tornar o final de semana melhor do que o do ano passado”, disse Bortoleto.
Para um novato, ele lembra, o Circuito das Américas está entre os mais exigentes do calendário, por causa das ondulações e de um traçado bastante técnico. A diferença é que 2026 não tem Sprint nos Estados Unidos, o que libera três treinos livres em vez do único disponível no ano passado.
“Austin é uma pista muito ondulada, e também muito técnica. Quanto mais experiência você tem, mais experiência você sabe sobre onde estão os bumps (ondulações), onde dá para você frear, onde não dá para você frear”, afirmou o piloto.
A meta em Austin é também encerrar um jejum: desde o GP da Bélgica de julho, quando foi oitavo em Spa-Francorchamps, o piloto da Audi não fecha uma prova no top 10.
“Eu e Nico (Hulkenberg) estamos muito parecidos de pontos no campeonato. Ele tem três pontos a mais que eu no momento”, comparou.
Segundo ele, houve corridas em que poderia ter pontuado bastante, como Miami, onde estava rápido, mas não conseguiu classificar por causa de um problema. Bortoleto disse que todo mundo tem problema e que não é só a Audi, e que se alegra por ter tido chances de mostrar o próprio potencial e o do carro, principalmente antes da metade do campeonato; de lá para cá, vieram boas classificações e corridas um pouco mais complicadas.
Na avaliação dele, o saldo do primeiro ano da Audi na F1 segue positivo: a equipe iniciou um projeto do zero, inclusive com fabricação própria da unidade de potência, e tem andado à frente de outras estreantes, como a Cadillac, ou mesmo da Aston Martin, que mudou de fornecedor de motores para 2026.
“Temos que lembrar que a gente está montando o motor do zero, e problemas de confiabilidade podem acontecer”, disse ele, que admitiu frustração ao sair do carro, mas evitou expor motivos. “Temos seis etapas para o final do ano, eu gostaria muito de voltar à zona de pontuação, o quanto antes.”
A prova em Austin está marcada para domingo, no Circuito das Américas, com transmissão ao vivo do Sportv.
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