Hamilton explica por que ignorou a Ferrari no VSC e reconhece erro em Singapura
Lewis Hamilton admitiu que errou ao ignorar a orientação da Ferrari e permanecer na pista durante o VSC do GP de Singapura, em Marina Bay, prova em que terminou em sexto. Ele cumpriu 44 voltas com um jogo usado de pneus macios e perdeu rendimento nas 10 voltas finais, quando Kimi Antonelli, Lando Norris e Oscar Piastri o passaram.

Lewis Hamilton detalhou por que ignorou a orientação da Ferrari e permaneceu na pista durante o safety car virtual (VSC) do GP de Singapura, em Marina Bay, prova que terminou com ele em sexto lugar. O inglês admitiu que a escolha, tomada em fração de segundo, foi errada.
A corrida começou com pneus médios no carro do britânico. Como os macios se mostraram mais competitivos, ele deixou o plano inicial de lado e teve de cumprir 44 voltas com um jogo usado do composto mais rápido.
Na metade desse período a direção de prova acionou o VSC, janela em que uma parada custa menos tempo. Charles Leclerc aproveitou e entrou nos boxes. Hamilton recebeu a mesma orientação da equipe e não a seguiu.
A consequência apareceu nas 10 voltas finais, com os pneus em queda. Kimi Antonelli, Lando Norris e Oscar Piastri passaram o carro da Ferrari, que cruzou em sexto. Ainda na volta de desaceleração, o inglês assumiu a responsabilidade pelo resultado.
Depois da prova, ele não falou com os jornalistas: sentiu-se mal e a FIA autorizou a ausência após avaliação médica.
Ao detalhar publicamente a escolha, Hamilton reconheceu o erro e disse que aprendeu com a experiência. “Primeiro, você aprende com essas experiências, e é raro eu me encontrar nessa situação”, declarou.
A intenção era ter um plano diferente do de Leclerc, criando alternativas para brigar pela vitória em vez de apenas acompanhar o companheiro de equipe. “Eu queria ter uma estratégia diferente, não apenas a mesma do Charles na qual um segue o outro. No fim das contas, presumimos que Max poderia ser rápido, e a estratégia indicava que terminaríamos em segundo e terceiro. Isso não é suficiente para mim”, afirmou.
Ele esperava esticar o primeiro trecho com os médios e ampliar as opções ao longo da corrida, mas o composto não rendeu o esperado. Hamilton ainda perdeu tempo atrás de Leclerc, então com pneus mais lentos, situação que, segundo ele, lembrou o que viveu em Zandvoort.
Perto dos boxes, com o VSC na pista, ele não percebeu que o companheiro estava prestes a parar. Leclerc havia feito sua parada pouco antes, e Hamilton não esperava nova convocação. “Foi uma decisão tomada em uma fração de segundo, e decidi permanecer na pista. Assim que passei pela entrada dos boxes, percebi que provavelmente tinha tomado a decisão errada”, admitiu.
O episódio foi discutido com a equipe depois da corrida, com as duas partes buscando formas de melhorar a colaboração e evitar erros parecidos. “Conversamos bastante nos bastidores sobre como podemos melhorar juntos e colaborar melhor”, explicou.
Ainda assim, ele garantiu que sua maneira de trabalhar não mudou. Para Hamilton, o papel que enxerga para si não é só acatar o procedimento padrão, mas também questionar rotinas da equipe e as próprias escolhas. “Acredito sinceramente que meu trabalho, em vez de simplesmente seguir o que todos fazem, é continuar desafiando a equipe e a mim mesmo”, declarou.
Para ele, essa postura o levou ao nível atual e não será abandonada quando uma aposta não dá certo. “Vencemos e perdemos como equipe, então dividimos juntos o peso e o custo dessas decisões”, afirmou.
O inglês também reconheceu a frustração de perder pontos para a equipe e prometeu redobrar os esforços para que o erro não se repita.
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