Hamilton atribui déficit na Ferrari ao acerto do carro: “é aí que eu perdi”
Lewis Hamilton disse que a diferença para Charles Leclerc no GP dos Estados Unidos vem do acerto do carro, não da pilotagem, e citou o subesterço enorme no trecho de baixa velocidade que o tirou da briga pelo pódio em Austin.

Lewis Hamilton localizou a origem dos resultados recentes na Ferrari, e não é a pilotagem: é o acerto.
Hamilton foi superado por Charles Leclerc no classificatório do GP dos Estados Unidos e não conseguiu acompanhar o ritmo do companheiro na corrida, terminando em quarto enquanto Leclerc foi segundo, atrás do vencedor Kimi Antonelli.
“Perdi muitos pontos nas últimas cinco corridas, mais ou menos”, disse Hamilton, que está um ponto atrás do segundo colocado George Russell na tabela. “Acho que veio do acerto, não perfeito, o acerto. É algo que eu realmente preciso dominar. É aí que eu perdi.”
Dois fins de semana contaram a mesma história. Em Singapura ele pareceu rápido até o Q3, quando Leclerc o superou; em Austin, terminou o último treino na liderança, mas classificou-se em quinto. A Ferrari seguiu como referência na maioria das curvas do Circuito das Américas, mas cedeu velocidade de reta para Mercedes e Red Bull.
O que mais doeu foi o equilíbrio em baixa velocidade nos dois primeiros stints, que o tirou da briga pelo pódio. “Subesterço enorme, então os outros carros iam embora enquanto eu ajustava os comandos”, disse ele, descrevendo um carro que não conseguia girar nas curvas lentas.
O equilíbrio finalmente apareceu no último stint, tarde demais. Ele ainda viu sinais de encorajamento na atualização trazida pela Ferrari e no resultado do companheiro: “Espero que, quando formos ao México, possamos corrigir onde erramos naquele acerto.”
A corrida de Leclerc teve outra forma. Quarto no grid, ele passou por Isack Hadjar e Max Verstappen no primeiro setor, devolveu a posição a Verstappen no fim da primeira volta e depois fez funcionar um plano de duas paradas ao ultrapassar tanto Verstappen quanto Lando Norris, que parou uma vez. Terminou 13 segundos atrás de Antonelli.
Para Leclerc, a chance perdida estava no classificatório. Colocar os pneus na temperatura no Q3 foi “extremamente difícil”, disse, e “provavelmente perdemos ali uma chance de vitória”. Antonelli, acrescentou, era simplesmente rápido demais, e ao longo de um fim de semana inteiro “não somos robustos o bastante”.
O chefe de equipe Frederic Vasseur leu a tarde como bem executada, exceto pelas voltas finais do Q3: “Sem o VSC teria sido um pódio duplo, mas vamos tentar fazer um classificatório melhor no México e vencer a corrida.”
Restam cinco etapas em 2026, começando neste fim de semana com o GP da Cidade do México a 2.200 metros de altitude, onde o comportamento da unidade de potência da Ferrari e a afinidade do SF-26 com curvas sinuosas vão definir se a equipe pode desafiar. Leclerc sente que virou uma esquina: “Nas últimas duas ou três corridas, destravei algo de novo na pilotagem, e especialmente no acerto com a minha pilotagem… Estou confiante de que teremos chance de vencer uma corrida antes do fim da temporada.”
Leia também
PadrãoAutomobilismoWolff assume erro da Mercedes e pede desculpas a Russell no México
Toto Wolff assumiu que a Mercedes atrapalhou George Russell no GP da Cidade do México e pediu desculpas ao piloto. Russell largou em segundo, perdeu posições e tomou 10 segundos de punição após toque com Isack Hadjar; ele caiu do segundo para o quarto lugar na tabela.
Redação
PadrãoAutomobilismoGasly e Colapinto perdem pontos após punições no México; Hirakawa pontua na estreia
Gasly e Colapinto perderam os pontos do GP do México por não reduzirem sob bandeiras amarelas: 30 segundos de punição para o francês e dez para o argentino, que caíram para 17º e 15º. Com a punição de Piastri, Ryo Hirakawa herdou o décimo lugar e pontuou na estreia pela Haas.
Redação
PadrãoAutomobilismoPiastri é penalizado por toque com Lindblad e fica fora dos pontos no México
Oscar Piastri levou dez segundos de punição por tocar em Arvid Lindblad no GP do México e terminou fora dos pontos, depois de levar um carro danificado até o fim. A sequência de 60 aparições consecutivas no Q3 do australiano também acabou, com o 12º lugar no treino classificatório.
Redação
PadrãoAutomobilismoLarson precisa de nove pontos para o tricampeonato da NASCAR
Kyle Larson chega à final da NASCAR Cup com 67 pontos de vantagem sobre Christopher Bell e 70 sobre Denny Hamlin; nove pontos na última etapa bastam para o tricampeonato em seis temporadas. Ele terminou em nono no domingo, após perder uma volta no primeiro estágio e se recuperar na etapa final.
Redação
PadrãoAutomobilismoPilotos da F1 parabenizam Antonelli, o mais jovem campeão da história
No pódio do GP do México, neste domingo, Lewis Hamilton e Max Verstappen parabenizaram Kimi Antonelli pelo título que fez do italiano o mais jovem campeão da F1, aos 20 anos. Hamilton exaltou a antiga equipe, a Mercedes, onde correu entre 2013 e 2024. Sebastian Vettel, recordista anterior aos 23 anos, e Lando Norris também homenagearam.
Redação
PadrãoAutomobilismoAntonelli conquista o título da F1 e Verstappen vence o GP da Cidade do México
Kimi Antonelli é o novo campeão mundial de Fórmula 1: o terceiro lugar no GP da Cidade do México lhe deu o primeiro título aos 20 anos e 68 dias, o mais jovem da história. Max Verstappen venceu com a Red Bull e Lewis Hamilton foi segundo. O italiano é o primeiro campeão italiano desde Alberto Ascari, em 1953.
Redação
PadrãoAutomobilismoHamilton cobra conversas sérias na Ferrari após toque com Leclerc custar vitória no México
Lewis Hamilton terminou o GP do México em segundo, oito décimos atrás do vencedor, e quer uma reunião interna na Ferrari depois de um entrevero com Charles Leclerc na primeira volta. O monegasco levou cinco segundos de punição, mas cedeu outros 6,3s no pit lane, e a prova teve bandeira vermelha após o acidente de Valtteri Bottas.
Redação
PadrãoAutomobilismoPedro Lima é abalroado a três curvas do fim da prova final da F4 Italiana em Mugello
Pedro Lima não completou a prova que fechou a temporada da F4 Italiana em Mugello: o brasileiro da VAR foi atingido por um concorrente a três curvas do fim quando ocupava o 11º lugar e brigava pelo top10, depois de largar em vigésimo; o companheiro Thomas Bearman também foi acertado na mesma manobra.
Redação