Antonelli vê GP de São Paulo como corrida em casa e mira a primeira vitória
Kimi Antonelli disse que o GP do Brasil, domingo (8), em Interlagos, parece uma corrida em casa por causa do apoio dos brasileiros. O italiano de 20 anos, campeão mais jovem da história da Fórmula 1, busca sua primeira vitória.

Kimi Antonelli desembarcou em São Paulo com uma relação que poucos pilotos estrangeiros construíram com o público brasileiro. A admiração por Ayrton Senna, diz ele, criou uma conexão que faz o italiano se sentir em casa no país — e ele quer retribuir no domingo (8), em Interlagos.
Aos 20 anos, ele é o campeão mais jovem da história da Fórmula 1. O título foi confirmado no México, no último domingo (1º), e agora o italiano persegue sua primeira vitória no GP de São Paulo.
“Se pudesse escolher uma corrida para vencer, seria esta. Quero vencer aqui no Brasil”, afirmou nesta quarta-feira (4), em evento na capital paulista.
Ele sabe que terá dois brasileiros no grid: Gabriel Bortoleto, da Audi, e Rafa Câmara, da Haas — combinação que não aparecia desde 2016. Ainda assim, o piloto da Mercedes espera que o público torça por ele. Será sua segunda corrida no Brasil. Na primeira, no ano passado, o italiano causou comoção ao visitar o túmulo de Senna.
“O apoio dos brasileiros tem sido incrível. Com certeza, depois daquela foto [no cemitério], aumentou ainda mais. Percebi isso claramente. Mas, desde que comecei a vir para cá, o apoio do Brasil sempre foi extraordinário ao longo de todo o ano”, disse.
“É por isso que fico tão animado para vir. É como se fosse uma corrida em casa, embora não seja. O apoio dos brasileiros é tão grande que realmente parece uma corrida em casa”, acrescentou.
O título veio com o terceiro lugar no GP do México. Ele chegou à corrida com vantagem suficiente para não precisar do pódio, mas subiu ao top 3 e protagonizou uma cena que entrou para a história: foi erguido por Lewis Hamilton, heptacampeão, e Max Verstappen, tetracampeão — 12 títulos reunidos no pódio, entre gerações diferentes. O holandês tem 29 anos; o inglês, 41.
Antonelli chegou ao Brasil no início da semana, em voo direto do México. O primeiro compromisso foi uma visita à família de Senna (1960-1994) na Fazenda Dois Lagos, em Tatuí, a cerca de 150 quilômetros da capital, no interior paulista. A propriedade foi comprada pelo tricampeão no fim dos anos 1980.
O italiano, que usa o número 12 em homenagem a Senna, registrou o encontro no Instagram e escreveu “obrigado” em português. “Um dia inesquecível. Obrigado a toda a família Senna. Levará algum tempo para me acostumar, mas vou levar essas memórias comigo para sempre”, publicou.
Nesta quarta-feira, ao comentar a visita, destacou a influência do ídolo e o desejo de manter vivo seu legado. “Ele não foi apenas um grande piloto mas também uma pessoa muito especial fora das pistas. O que ele fez pelo Brasil foi muito especial”, afirmou. “Sempre que puder, vou tentar carregar o legado de Senna comigo, porque ele é muito importante para mim. Seu legado é muito forte no mundo inteiro.”
Há coincidências entre os dois: ambos fizeram a primeira pole e venceram pela primeira vez na segunda prova do segundo ano na F1 — Antonelli em 2026, Senna em 1985, com a Lotus preta. Antonelli nasceu mais de uma década depois da morte do brasileiro e costuma repetir que é fã.
Ele também mantém boa relação com Bortoleto e Câmara, que estreia na categoria neste domingo pela Haas. Lembrou que correu com Câmara recentemente na F2 e disse esperar ver os três em carros competitivos.
“Acho que os dois são pilotos incríveis e muito rápidos. Espero poder disputar corridas contra eles no futuro”, afirmou. “Eles merecem ter um carro rápido, porque são muito talentosos. Espero que, em breve, estejamos todos brigando pelas primeiras posições.”
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