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11/03/2026 · Brazil EditionENPT
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Aspar issues ultimatum to Alonso and Holgado in Moto2 and admits harsher sanction

Jorge Martinez, known as “Aspar”, went public over the friction between David Alonso and Dani Holgado in Moto2 ahead of the Australian round at Phillip Island. The team owner called the Colombian's criticism of his team-mate exaggerated, noted three contacts between them over two seasons and admitted a harsher sanction, such as a “red card”, is possible if the situation does not calm down.

By RedaçãoPublished: 10/23/2026, 19:54

Full text available in Portuguese only. Read the Portuguese version

A equipe Aspar, da Moto2, começou a etapa da Austrália, em Phillip Island, com um problema que já não se resolve dentro do box: o atrito entre David Alonso e Dani Holgado. Diante do desgaste, Jorge Martínez, o “Aspar”, resolveu falar em público, classificou como exageradas as críticas do colombiano ao companheiro e admitiu que pode endurecer o tom caso o clima não se acalme nas próximas etapas da temporada.

O estopim foi a primeira curva do GP da Indonésia. Holgado encostou sua roda na traseira da moto de Alonso, os dois caíram e o colombiano não conseguiu voltar à prova por causa dos danos na moto depois da bandeira vermelha. Ele ainda teve uma contusão pulmonar, da qual se recuperou a tempo de correr na Austrália. Holgado retornou e terminou em terceiro, sem punição dos comissários.

O episódio virou entrevista. À DAZN, Alonso disse que a questão com Holgado vai além dos incidentes de pista e que os dois praticamente não têm mais relação dentro da equipe.

“Quando alguém não é uma boa pessoa, não há nada que se possa fazer”, declarou o colombiano, acrescentando que o desgaste vem de antes do acidente na Indonésia.

Aspar reconhece o histórico. Segundo o dirigente, Holgado já tinha três episódios de contato com o colombiano nas duas últimas temporadas, e o acúmulo de frustração ajudaria a explicar a explosão do piloto. O que ele considerou inadequado foi a forma pública escolhida por Alonso.

“As declarações de David me pareceram um pouco fora de lugar. Nestes dois anos, Dani teve três contatos com ele, derrubou-o três vezes, e evidentemente acredito que seja uma explosão de alguém que está muito irritado, que quer terminar bem o ano, mas que, por uma razão ou outra, vê as coisas não acontecerem como gostaria”, explicou.

O espanhol fez questão de separar o conflito pessoal do ambiente da escuderia. Para ele, o desgaste está concentrado na relação entre os dois pilotos, não na estrutura da equipe, e atritos assim são comuns quando dois vencedores dividem o mesmo box.

“Quando você tem dois bons pilotos, dois vencedores, essas coisas sempre acontecem. Quando eu competia, passei por situações semelhantes com vários companheiros. Quando há dois pilotos fortes, esses atritos acabam acontecendo”, afirmou, garantindo que o funcionamento da equipe segue estável apesar do desgaste.

Medidas internas, porém, já tinham sido adotadas: a equipe passou a separar Alonso e Holgado nos caminhões usados nos deslocamentos do campeonato e providenciou acomodações distintas.

A conversa individual é o próximo passo. Aspar não pretende forçar uma reconciliação pessoal — na visão dele, amizade não é exigência, mas convivência profissional é, e o que acontece fora da pista não pode respingar nas corridas.

“Vou me sentar com os dois, separadamente. Vou dar uma chamada de atenção em cada um, porque eles merecem. Acredito que são dois grandes pilotos e duas grandes pessoas, mas isso passou dos limites”, declarou.

Sobre punições, o dirigente disse esperar não precisar chegar a uma medida mais grave — em referência a um “cartão vermelho” —, mas deixou aberta a possibilidade de agir caso considere necessário.

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