FIA mantém Catar e Abu Dhabi no calendário; Horner diz que recusou a Mercedes em 2012
Ben Sulayem afirma que as etapas do Catar e de Abu Dhabi seguem previstas apesar do conflito no Oriente Médio; Horner revela que recusou comandar a Mercedes no fim de 2012.

As duas últimas etapas da Fórmula 1 em 2026 seguem no calendário, por enquanto. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, afirmou que as provas do Catar e de Abu Dhabi devem acontecer conforme o previsto, apesar do conflito no Oriente Médio.
A incerteza já remodelou o calendário deste ano. Os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita foram cancelados no início do ano, e o do Bahrein foi remarcado e realizado na Malásia no começo de outubro.
Em entrevista, Ben Sulayem colocou a segurança de pilotos, dirigentes e equipes em primeiro lugar. Ele também disse que, neste momento, não vê motivo para que as duas últimas etapas do campeonato não aconteçam.
Sua família vive nos Emirados Árabes Unidos, e ele usou isso como medida da própria confiança na região: não a manteria lá se sentisse que o perigo está perto. Ele também admitiu que a situação pode mudar e que ninguém sabe o que reservam as próximas semanas. Se as restrições de viagem apertarem, a FIA tem planos alternativos para o pessoal.
Horner diz que recusou a Mercedes em 2012
Christian Horner afirmou que recusou a chance de comandar a Mercedes no fim de 2012, um ano antes de Toto Wolff chegar à montadora alemã.
O ex-chefe de equipe da Red Bull contou que Niki Lauda, tricampeão mundial, o procurou perto do Natal para defender que ele deixasse a Red Bull e assumisse a operação da Mercedes na F1.
Havia dinheiro na mesa, mas Horner ficou. O motivo foi a lealdade a Dietrich Mateschitz, fundador da Red Bull, que lhe entregou o cargo de chefe de equipe em 2005.
A Mercedes contratou Wolff para 2013, com Ross Brawn permanecendo como chefe de equipe naquela temporada. A equipe então dominou os primeiros anos da era híbrida, com oito títulos de construtores seguidos de 2014 a 2021.
O mesmo relato traz detalhes da conversa de Hamilton com a Red Bull em 2012: antes de deixar a McLaren, ele avaliou a mudança, mas a preocupação de ser companheiro de Sebastian Vettel e o dinheiro envolvido travaram a negociação.
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