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03/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Verstappen: o RB22 só convenceu a Red Bull depois das primeiras vitórias

Max Verstappen diz que só teve certeza da evolução do RB22 quando a Red Bull voltou a vencer, com duas vitórias seguidas no Bahrein e em Singapura e pódios nas últimas cinco corridas. Desde o fim da pausa de verão, ele soma 112 pontos contra 121 de Kimi Antonelli.

Por RedaçãoPublicado: 23/10/2026, 09:28

Max Verstappen chega ao GP dos Estados Unidos, neste fim de semana, com pódios nas últimas cinco corridas, duas vitórias seguidas — no Bahrein e em Singapura — e uma resposta direta para quem pergunta quando a Red Bull melhorou: só deu para ter certeza quando o time voltou a vencer.

Em entrevista coletiva antes da prova, o holandês foi questionado sobre o momento em que sentiu, de fato, a evolução do RB22.

“Para ser honesto com você, até realmente vencer, é sempre muito difícil de definir. Eu cheguei perto (de ganhar) algumas vezes, mas sempre senti que ainda faltava aquela parte final para realmente buscar a vitória…”, disse o tetracampeão.

Ele destacou a insistência da equipe em atacar os próprios problemas.

“Claro, para ser honesto, foi isso que nós fizemos. Continuamos trabalhando, tentando entender os nossos problemas para que pudéssemos nos livrar deles o mais rápido possível. Alguns são mais complicados do que outros, mas pelo menos fomos capazes de vencer”, completou.

A reviravolta tem contexto. Na temporada anterior, tirou 102 pontos de diferença para Oscar Piastri e ainda assim terminou em segundo, dois pontos atrás do campeão Lando Norris, em um ano marcado pela crise interna da Red Bull, que terminou com a saída de Christian Horner e a entrada do francês Laurent Mekies, antes na Racing Bulls.

Os carros, porém, eram outros. O RB22 nasceu sob o novo regulamento e com uma unidade de potência desenvolvida pela própria Red Bull em parceria com a Ford. O motor estreante não foi o problema: a parte de combustão foi eleita pela FIA a melhor do grid, acima até da Mercedes.

O nó estava no chassi e na aerodinâmica. O projeto apareceu acima do mínimo de 768 kg e a equipe iniciou o campeonato disputando posições com Haas e Alpine. Depois do GP da China, o piloto foi direto:

“Terrível. É uma palavra bem curta. Não temos ritmo, o desgaste dos pneus está no teto, mesmo comparando com o (pelotão do) meio”.

A primeira grande atualização veio em Miami, com mudanças na coluna de direção, nos sidepods e redução de peso, além de uma versão da “asa Macarena” criada pela Ferrari, com rotação adicional. O desempenho subiu, mas o mecanismo trouxe problemas: batida na classificação da Áustria e abandono na Grã-Bretanha.

O pacote seguinte, na Áustria, devolveu a Red Bull à disputa por pódio em todas as etapas. De lá para cá, os únicos resultados fora do pódio vieram na Grã-Bretanha e na Holanda — nas duas, bateu na abertura da segunda volta, com o asfalto molhado.

A confirmação veio no Azerbaijão, com assoalho, difusor e sidepods novos. Max foi segundo em Baku e venceu no Bahrein e em Singapura.

“Aprendemos muito e consertamos várias das nossas fraquezas. O carro, definitivamente, pareceu muito melhor de Baku em diante…”, explicou.

Na tabela, o efeito aparece: desde o fim da pausa de verão europeu, o holandês soma 112 pontos, contra 121 de Kimi Antonelli, provável campeão. Não basta para brigar pelo título deste ano, mas indica que time e piloto chegam confiantes para 2027.

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