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03/11/2026 · Edição BrasilPTEN
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Brown confirma perdão a Norris e Piastri e diz que McLaren virou a página de Singapura

Zak Brown confirmou que Lando Norris e Oscar Piastri foram perdoados após a colisão na Sprint do GP de Singapura e disse que a McLaren virou a página. O toque custou caro: a margem da equipe para a Red Bull na luta pelo terceiro lugar entre os construtores caiu para sete pontos, e os comissários da FIA não aplicaram punição.

Por RedaçãoPublicado: 23/10/2026, 20:33

A McLaren encerrou o assunto da colisão entre Lando Norris e Oscar Piastri na Sprint do GP de Singapura. Zak Brown, dirigente da equipe, confirmou que os dois foram perdoados e reforçou que não houve intenção nem malícia de nenhuma das partes no toque que tirou o australiano da corrida.

O episódio custou caro na tabela. A McLaren viu sua margem para a Red Bull, na luta pelo terceiro posto do Mundial de Construtores, encolher para sete pontos, e entra na sequência final da temporada pressionada a recuperar terreno.

Tudo aconteceu na última volta, com a pista molhada. Norris tentou a ultrapassagem por dentro na curva 5 enquanto disputava a quarta posição com o companheiro de equipe; o contato jogou Piastri contra as barreiras e provocou o abandono dele. Norris seguiu na prova, mas somou apenas um ponto, bem abaixo do quarto e quinto lugares que estavam ao alcance da equipe.

Os comissários da FIA revisaram o lance e não aplicaram punição. O entendimento foi de incidente de corrida, com responsabilidade dividida entre os dois pilotos.

Depois da prova, Norris reconheceu que avaliou mal a manobra e pediu desculpas à equipe. A direção da McLaren também conversou internamente com os dois para tratar do ocorrido e tentar evitar que se repita. A conversa com Brown aconteceu no TL1 do GP dos Estados Unidos, em entrevista à Sky F1, quando ele foi questionado se o perdão já tinha sido dado.

“Claro que os perdoamos. Eles são pilotos de corrida, e essas coisas acontecem. Não houve malícia, e isso é o que realmente observamos. Foi uma disputa de corrida, e o risco não valeu a recompensa”, afirmou Brown.

O dirigente contou que o assunto foi debatido com os dois competidores e disse esperar que a situação não volte a acontecer — embora tenha admitido que lances assim podem reaparecer, justamente porque ambos competem no limite.

“Conversamos sobre isso e sobre o que poderíamos ter feito de maneira diferente. Depois, seguimos em frente e nos concentramos na próxima corrida”, acrescentou.

Sobre o fim de semana em Austin, no Circuito das Américas, Brown evitou cravar uma hierarquia. Nas duas etapas anteriores quem levou a melhor foi a Red Bull, que chega embalada — e isso deixa a tarefa da equipe britânica mais difícil.

“Acho que ainda é cedo para dizer, mas minha intuição é que somos competitivos. É uma expressão que Andrea Stella gosta de usar e significa que estamos bastante próximos da frente”, explicou Brown.

Ele ressaltou, ainda, que as equipes estão muito próximas em desempenho, e reconheceu o bom momento da rival.

“A Red Bull foi o carro a ser batido nas últimas duas corridas. No entanto, sentimos que este é um circuito de que nosso carro gosta mais do que talvez tenha gostado de algumas das pistas das últimas corridas”, concluiu.

Restam a Brown e à McLaren, agora, transformar o perdão em pontos: encurtar a distância no Mundial de Construtores e usar o traçado de Austin a favor para voltar a aparecer na frente.

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